Já se passaram 2… ops 3 meses

Sei que o aprendizado com minha filha vai acontecer a vida toda, mas vai ficando mais fácil com o tempo. Os cuidados obsessivos vão dando lugar para comportamentos mais tranquilos. Até os 3 meses é difícil relaxar com os cuidados porque o bebê ainda é muito pequeno e indefeso frente ao ambiente.

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Sofia nasceu no inverno acho isso ainda mais complicado por causa das gripes e resfriados. No início nós não tínhamos a menor ideia de tempo de mamadas e eu morria de medo de deixar muito ou pouco tempo entre elas, então eu mantinha uma tabela no celular com os horários e tempos de cada mamadas. Exagero total. Depois até rimos disso. Deixei de fazer estes registros quando faltavam 2 semanas para fechar os 2 meses da Sofi.

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Outra preocupação difícil de deixar é com o tempo que o bebê deve ficar em pé depois da mamada. Deixava de 30 min à 1h. Confesso que as vezes até mais de 1h. Morria de medo que a Sofia pudesse engasgar, vomitar, sei lá. Criamos a expressão “fazer o 30” referente a esta prática. A família achava um exagero, mas é preciso ouvir algumas coisas e não dar bola pra outras. Se ouve muitas coisas nesse período. Todos tem uma receita incrível e sabem fazer melhor que você. O que eu fazia então era escutar o que cada um tinham à dizer, pois sei que era por carinho, mas levava para a prática somente o que achava que servia pra mim.

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Outras expressões e apelidos que usamos neste período que valem recordar: “venceu o mama”; “a punzenta do papai”; e “guriazinha”. Essa última continuamos usando. Acho que o Cássio chama mais ela de guriazinha do que de Sofia.

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Neste último mês tivemos um grande susto. Sofia começou a brincar com a própria baba e num determinado momento se afogou e não estava conseguindo respirar. Eu estava na cozinha e o Cássio estava com ela. Sai correndo para o quarto já gritando para ele o que deveria fazer. Mas ele já estava anos luz na minha frente fazendo os procedimentos que aprendemos no curso de gestante. Virou ela de bruços e deu leves tapinhas nas costas. Foi preciso repetir algumas vezes porque ela demorou pra voltar. Até hoje não tenho ideia em quanto tempo tudo aconteceu. Pareceu horas, mas deve ter sido alguns segundos. Depois que passou tremíamos dos pés à cabeça. Tivemos outras situações parecidas posteriormente, mas foram mais fáceis. A médica disse que era muito normal. Essa palavrinha é a preferida dos médicos: normal, normal, normal.

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Ainda durante os 2 primeiros meses Sofia teve o primeiro resfriado. Que medo. Um narizinho tão pequeno entupindo o tempo todo. Quando tivemos na pediatra para ver sobre isso ela indicou usar soro com um conta gotas para desobstruir o nariz. A medida era assustadora: meio conta gotas em cada narina. Achei que não iria conseguir fazer isso, mas no final do resfriado já estávamos tirando de letra a história da quantidade de soro.

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Sofia foi ao seu primeiro shopping com 2 meses, claro que rapidamente e não circulou em todos os locais. Fomos fazer a vacina do 2º mês (27/07) no shopping Iguatemi e, como ela estava bem e não apresentava reações às vacinas fomos dar uma voltinha. Que medo, a gente quase escondia ela debaixo dos cobertores pra ninguém querer tocar. Fiquei tão ansiosa que logo quis ir pra casa.

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Desde março o Cássio está fazendo uma seleção para um trabalho na Irlanda. Até agora estávamos pensando que seria muito difícil ser aprovado, mas ok as entrevistas são à distancia vale como experiência. Pra nossa surpresa o Cássio foi sendo aprovado em todas as fases e agora foi convidado para fazer uma entrevista na sede da empresa, ou seja, viajar pra lá por 1 semana. Foi muito difícil, que saudade. Pro Cássio, então ficar 1 semana longe da guriazinha deve ter sido pior.

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Sofia está com 3 meses e eu e ela fomos passar a semana na casa da minha mãe, enquanto o Cássio vai para a Irlanda. O primeiro dia foi tão estressante e cansativo que a Sofia demorou muito para dormir e eu tive menos leite para oferecer à ela. No dia seguinte fiquei mais tranquila e Sofia também. Falamos com o Cássio o tempo todo por skype. No último dia depois da entrevista o Cássio estava no trem voltando para Dublin e recebeu a resposta positiva do emprego. Eu estava com ele no skype nesse momento. Nos emocionamos muito. Mas e agora precisaríamos decidir o que fazer. Antes da viajem o plano era nos mudarmos para o apartamento novo que acabamos de comprar. Ainda não pegamos nem as chaves.

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Com a aprovação para o novo emprego veio a proposta da empresa para o Cássio assumir o trabalho em 02/11, então ele enviou um e-mail pedindo para postergar. Seria muito pouco tempo para planejar a mudança. Se eles não aceitassem estaria decido não iríamos nos mudarmos para a Irlanda. Depois de muitas negociações eles aceitaram que ele inicia-se em 02/01/2014. Acho que estávamos esperando que eles não aceitassem e por isso fizessem a escolha por nós já que estava tão difícil.

Cada dia balançava-mos na decisão, mas agora é oficial vamos nos mudar para a Irlanda. Neste período temos muito o que fazer: passaportes, autorizações para eu viajar sozinha com a Sofia, documentos para outras pessoas nos ajudarem com algumas coisas no Brasil, vendas dos nossos móveis, dos carros, … fiz até um desapego de roupas no face, enfim. A gente não tem ideia da quantidade de documentações necessárias, principalmente quando se tem um bebê viajando sem o pai.

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No dia em que o Cássio recebeu o e-mail autorizando a admissão em janeiro de 2014 tínhamos pediatra à tarde. Aproveitamos para conversar com ela sobre os cuidados com a Sofia. Ela nos colocou seu ponto de vista de forma muito positiva. Nos falou o quanto seria importante e maravilhoso, pra nós e para nossa guriazinha, a experiência em outro país e nos deixou tranquilos quanto a possibilidade de um suporte no atendimento à distancia.

Deixamos para falar com a família só depois de tudo confirmado e decisão tomada. Sei que esse foi um momento muito pesado pra família e pros amigos que gostariam de acompanhar de perto a Sofia crescendo. Mas também pra nós que vamos estar longe deles. Decidimos ir, mas se não estivermos felizes arrumaríamos as malas e pegaríamos o próximo vôo pro Brasil.

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Percebi que podemos carregar as pessoas junto do peito pra onde formos, desde que mantenhamos contatos seja por skype, face, um pouco menos por telefone … É importante vermos, falarmos e acompanhar os acontecimentos da família em tempo real, para continuarmos nos sentindo parte também. Decidimos ensinar a Sofia a ter este mesmo pensamento.

Independente da distância, existem pessoas muito especiais que fazem parte da nossa vida e elas devem estar vivendo junto com a gente nossos bons e maus momentos.

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