O primeiro aninho

Este mês de maio foi muuuuito esperado e comemorado. Nossa, nem acredito que a minha guriazinha já tem 1 aninho. Que loucura. Até ontem eu estava planejando a gravidez, só sonhando. E hoje, ela já está aqui completando o primeiro ano de vida.

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Agora ela já tem uma terceira palavra no seu vocabulário, além de mamãe e papai, ela falou a palavra: água. E não foi agá, ága ou qualquer coisa desse tipo. Foi ÁGUA mesmo, bem direitinho. Acho que o fato de sempre falarmos com a pronúncia correta para ela tem facilitado este aprendizado.
Acho importante falar corretamente e interagir com total atenção com a Sofia. Não é porque ela não entende tudo o que falamos que, algumas coisas e contextos não sejam bem compreendidos. É dessa forma que ela está construindo seus valores e novos conhecimentos.

A palavra Não, por exemplo, acho que ela entende muito bem. Sempre que negamos alguma coisa para ela, Sofia expressa-se com o dedinho e não faz o que negamos. Outras vezes, nos momentos de birras, que já começaram, quando a gente nega algumas coisa, ela fica muito braba e nos olha fazendo o que chamamos de bichinho.

Percebo que ela já está estabelecendo claramente suas atuais preferências, definindo as primeiras coisas que gosta e o que não gosta. Os  vídeos infantis que ela assiste, por exemplo, tem músicas que ela fica mais empolgada e tenta acompanhar com uma dancinha ou fazendo um sonzinho tentando cantar junto. E outras músicas não lhe ganham nenhuma atenção. Alguns brinquedos ela adora brincar, outras mesmo que eu leve até ela, Sofia dispensa. Com a comida essa regra vale um pouco menos, porque ela está no momento “saco sem fundo”, ou seja, a comida do pratinho dela é muito boa, a do prato da mamãe e do papai também e, as vezes até o que ela acha no chão pode ser interessante.

Confesso que alguns medos também acompanharam este período. Apesar de ter uma indicação forte e plausível de que a Sofia não tem problemas na coluna sempre ficamos atentos ao progresso do seu desenvolvimento. Quando iniciou o mês de maio, pensei que já seria esperado que ela estivesse engatinhando, mas  apesar dela conseguir se deslocar, do seu jeito, nada de engatinhar. Cheguei a pensar se, de repente, ela não tenha algo que interfira nesta parte do seu desenvolvimento. Eu e o Cássio começamos a ler mais sobre o assunto, observar atentamente seus comportamentos e estimulá-la o engatinhar. Até que temos nos dado conta de que toda esta expectativa vem das comparações que fazemos com outras crianças e da família que espera sempre os novos passos da Sofia antes do próprio ritmo dela demonstrar maturidade para realizar. Agora já entendemos que nem todas as crianças engatinham. Algumas começam a caminhar direto. Engatinhar não é um marco do desenvolvimento há outras habilidades que devem ser conquistadas neste período que antecedem o caminhar e isso a Sofia vem fazendo muito bem.

Observamos que quando tem interesse por coisas que estejam distantes e nós não estejamos próximos para alcançar, ela dá um jeito de buscar. Não engatinha, mas achou outras formas de se deslocar. Isso é um avanço no desenvolvimento importante.
Na metade do mês em 3 dias Sofia fez várias conquistas. Iniciou conseguindo sair da posição deitada para sentar-se sozinha, depois apoiando-se no nosso corpo fez tentativas importantes para se levantar. Em seguida começou a ensaiar seus primeiros passinhos de mãos com a gente e consegue por alguns segundos se segurar num apoio, como uma cadeira por exemplo, de pé sozinha. Até pensei que ela já ia sair caminhando no 4º dia.

Poucos dias depois fomos para passar a semana em Paris para comemorar o aniversário de 1 aninho. Foi maravilhoso. A cidade é linda, conseguimos curtir todos os principais pontos turísticos, fazer piqueniques nas praças e curtir muito a Sofia que se diverte em qualquer lugar. Desta vez ela aceitou ficar mais tempo no carrinho quando fazíamos longas caminhadas. Isso facilita muito. Trocamos fraldas em todos os pontos turísticos por onde passamos. A cidade quase não tem locais para trocar crianças, então foi ao ar livre mesmo. Acho que Sofia adorou o clima da cidade, pois em uma semana nos trouxe algumas surpresas. Resolveu despontar mais 2 dentinhos, tomar água sozinha e, minha maior surpresa: engatinhar. Eu já nem esperava por essa. No hotel ela queria um brinquedo que estava distante dela, apontou para o Cássio pedindo que ele o pegasse e ele se recusou. Então ela foi engatinhando e pegou. Como assim? Acho que as crianças escondem suas habilidades.

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No retorno pra Irlanda, conforme combinado, encontramos no aeroporto meu pai e minha irmã para passar a semana com a gente. Achei que a Sofia fosse estranhar, fazem 4 meses que não se viam. Que nada. Quando começou o desembarque ela apontou para o meu pai e pulou para o colo dele. Pra mim e para o Cássio sobrou somente um tchauzinho. Foi muito importante tê-los perto, principalmente neste período.

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No domingo um dia antes eles irem embora fizemos uma festa de aniversário pra Sofia. Casa cheia de novos amigos, minha família representada por meu pai, minha irmã e um mural de mensagens enviadas por amigos, vovós, vovôs, tios, tias, dindos …. A festa foi linda. Cantamos parabéns em 5 línguas: português, inglês, espanhol, polonês e russo. Cada convidado dispensou atenção especial para Sofia. Ela pulou de colo em colo toda sorridente. Cuidamos de cada detalhe da festinha, que apesar de simples foi muito especial.

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No dia seguinte meu pai e minha irmã retornaram para o Brasil. Não gosto da parte das despedidas. A saudade aperta quase que instantaneamente. Voltei pra casa mais emotiva neste dia. Casa silenciosa, Sofia procurando meu pai e minha irmã sem entender onde eles foram. Difícil. Mas este é o ônus de viver longe da família.

Importante que a família se fez presente num momento muito especial. Cada um a seu modo. Presencialmente, por mensagens, cartas, presentes, skype….. com certeza o carinho de todos chegou até a Sofia.

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