Amamentação – Parte I – Minha primeira bandeira é pelo respeito

Em função da semana de amamentação fiquei com vontade de postar sobre o tema. Acho esta uma das mais lindas formas de manifestar o amor por um filho.

Amamentei Sofia até 1 ano e 1 mês e pra mim foi um dos processos mais significativos da nossa relação. Nestes momentos sentia que nós passávamos a ser uma coisa só.

Quando parei de amamentar senti muito porque me dei conta que minha pequena menina estava, e está, crescendo. E com isso aos poucos tomando sua independência.

Preciso dizer que tive talvez sorte, genética ou qualquer outra coisa, que me ajudou para que este processo fosse tão tranquilo como foi. Não tive dor em nenhum momento. Nos primeiros e mais importantes meses não tive excesso nem falta de leite. Antes da Sofia nascer não parei para pensar na possibilidade de não ter leite para amamentar. Embora em um dia de muitas mudanças senti que a quantidade diminuiu, mas no dia seguinte voltou ao normal. Enfim, meu processo foi muito tranquilo tive poucas situações para administrar sobre o assunto e sei que Sofia se beneficiou disso.

Poderia descrever muitos momentos maravilhoso que passei durante este período. Talvez em outro momento o faça. Na verdade o que me motivou a escrever sobre o assunto foi ter lido uma série de textos de apoio a amamentação que te passam uma sentimento exatamente o contrário.

Alguns destes textos começam falando sobre os inúmeros benefícios e terminam com desrespeito e preconceito por quem não o faz da mesma forma. Nestes casos, em vez de incentivo talvez o que se produza é o sentido de culpa por não querer ou não poder oferecer a amamentação ao filho. Não faço ideia o quanto isso impacta na relação mãe-bebê, mas provavelmente algumas mães possam se sentir desvalorizadas e com este sentimento vão se relacionar com seus filhos.

Que a amamentação traz benefícios, não se há dúvida, mas dizer que todos os processos serão igualmente tranquilos não é possível. Entre expectativas e realidades há uma lacuna enorme. O que as mães precisam é de ajuda, informação e tranquilidade para pensar em amamentar. E quando não é possível elas precisam de respeito, pois continuam sendo mães tão boas quanto qualquer outra pode ser.

Algumas mulheres não conseguem amamentar por um milhão de motivos e nem por isso deixam de ter uma relação maravilhosa com seus filhos.

Os cuidados do bebê não se resumem à um processo único. A manifestação de amor para um filho também não. De nada adianta amamentar se os demais momentos da relação mãe-bebê não forem saudáveis.

Talvez algumas pessoas se surpreendam com meu texto. De forma alguma estou dizendo que não seja importante amamentar. Com certeza sou uma das pessoas que defendem este processo sempre que possível. Mas, mais do isso defendo o respeito.

Com respeito podemos oferecer mais informação e mais ajuda para facilitar o processo de amamentação. Ou também, podemos ajudar na aceitação do fato de que não se vai realizar este processo e esta energia estará direcionada para os demais momentos da relação mãe-bebê. Ou seja, investimento de afeto na relação desta dupla.

Meu próximo texto será também sobre amamentação. Gostaria de compartilhar algumas dicas bacanas que tornaram meu processo tranquilo. Com este texto espero ter inspirado mães que amamentam, mães que não amamentam, avós, tios, pais, amigos e quem mais possa interessar sobre RESPEITO.

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