Amamentação – Parte II – Dicas que deram certo comigo

Seguindo na mesma temática da semana de amamentação (Texto anterior: Amamentação parte I), mas agora com novo enfoque. Segue algumas dicas sobre a amamentação que pra mim foram importantes porque funcionaram bem e sem muito esforço. A ideia aqui é trazer questões simples para a adaptação neste processo complexo que é a amamentação.

Vou começar falando que acredito que algumas coisas conspiraram de forma positiva para que o meu período de amamentação tenha sido, no geral, bastante tranquilo. Muita vontade de amamentar, talvez a genética, boas orientações e apoio de pessoas muito especiais como o meu marido Cássio, minha mãe, a dinda Fernanda promovida por mim à obstetra, Dra. Miriam – obstetra, Dra. Desiree – pediatra. Também muita tranquilidade e muito tempo “livre” para me dedicar à este processo. Enfim cada um destes itens teve intensidades diferente mas todos impactaram no processo da amamentação.

Quanto a genética não tenho conhecimento suficiente para me estender sobre o tema, mas lembro da médica, durante o pré natal, dizendo que por algumas características do meu seio possivelmente eu teria facilidade em amamentar. Tais como o formato do bico e o escurecimento da auréola. Não usei cremes, nem fiz massagens no peito durante a gestação. Na verdade uma dica legal da obstetra foi não usar CREME HIDRATANTE no bico do peito porque o deixariam muito sensíveis e poderiam ressecar depois.

Outra dica também da obstetra foi para por, nos primeiros dias em casa, uma BOLSA DE GELO sobre o peito quando eu sentisse o leite descendo. Mesmo sem sentir dor. Na verdade foi uma ação preventiva. Normalmente este tipo de orientação recebemos somente depois que a dor e a dificuldade em amamentar já estão instaladas. Ok, também são importantes as orientações posteriores, mas as vezes podemos pensar em não deixar aparecer os problemas quando possível.

Não lembro quantas vezes fiz este processo, mas foram muito poucas e por poucos minutos. E preciso dizer que em nenhum momento senti dor ao amamentar a Sofia ao longo deste tempo que durou 1 ano e 1 mês.

Outro detalhe importante, incluir o pai ou ALGUÉM DE APOIO no processo. Meu marido, me acompanhava em todas as consultas e foi orientado pela médica em tudo junto comigo. Dessa forma, no caso da bolsa de gelo, por exemplo, só precisei sinalizar à ele o momento de trazer. Além disso, principalmente quando estava muitas horas sem dormir e cansada, o apoio dele ao colocar a Sofia no meu colo também foi bem legal.

Acho que a POSIÇÃO PARA AMAMENTAR também ajuda, principalmente no início. A pediatra da Sofia chamava de boquinha de peixe o jeitinho correto para a Sofia conseguir mamar bem (ou pega correta), mas aqui estou me referindo também ao conforto da mãe. Pra mim a melhor posição foi sentada na poltrona. Sempre preferi ter os braço em algum apoio para me sentir mais relaxada e segura para ficar com a Sofia no colo. Os braços do sofá dão um apoio melhor do que quando amamentamos na cama. Então no início fiz a maior parte da amamentação numa poltrona. Uma preocupação à menos. Mas depois de um tempo até de pé foi possível.

Importantíssimo: TOMAR MUUUITA ÁGUA. Boa parte do leite é água que o bebê está tomando e a mãe perdendo. Durante a mamada eu sentia muita sede. Então quando estava na hora já trazia a minha garrafinha para o kit. Entre os intervalos das mamadas também é legal beber mais líquidos. A água ajuda na produção de leite, repor os líquidos das mãe e no conforto. Este último item pensando na sede como um desconforto. Sempre preferi água pura, porque fazia eu me sentir melhor, mas às vezes um chazinho era bem vindo.

Durante a gestação e depois na amamentação cuidei bastante da ALIMENTAÇÃO. Com exceção de álcool e refrigerante que excluí totalmente, no restante não deixei de comer ou beber nada. Mas evitei ou diminui as quantidades de algumas coisas que interferiam negativamente no meu bem estar ou no da Sofia. Cafeína foi uma delas. Adoro café e tomava muitos por dia, mas duas xícaras pequenas passaram a ser meu limite diário. Isso funcionou bem desde que eu não substituísse as demais bebidas por chás que contém cafeína ou chimarrão. Coisas que também curto muito. Também controlei a quantidade de chocolate. Isso sim foi tortura. Principalmente durante a páscoa. Ok, tudo passa e é administrável. A questão é ter equilíbrio. Nem a obstetra nem a pediatra me pediram para retirar por completo alguma coisa da dieta, mas me pediram para que eu pudesse ir observando o que pra mim e para a Sofia não fazia muito bem. E, nestes casos, diminuir a quantidade ingerida. Acho que a dica mais direta sobre esta questão é conhecer bem o seu corpo e poder saber o que te faz bem e o que não te faz. Tive amigas que o chocolate não interferia em nada. Estas eram realmente felizes.

Entre as mamadas para ajudar a não rachar o peito, na cicatrização ou simplesmente deixar o bico do peito menos sensíveis eu usei basicamente 4 coisas. A primeira foi um óleo (tem várias tipos, mas eu usei o DERSANI) logo depois da amamentação no bico do seio. Um pote pequeno rende muito e se sobrar pode usar para muitas outras coisas.

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Nos primeiros dias também revezei o óleo com um adesivo com um gel cicatrizante (o meu se chamava MAMARE, não conheço outras marcas). Tem a mesma função do óleo só é mais prático já que com o adesivo pode-se colocar a roupa por cima sem sujar. Mas tem um detalhe importante não é muito barato.

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A terceira coisa foi a CONCHA DE AMAMENTAÇÃO. Usei muito, mas só em casa. Sei de muitas mamães que usavam na rua, mas eu não consegui um jeito prático de fazer isso. Essa concha ajuda a coletar o leite quando escorre entre as mamadas não deixando a roupa úmida que ficaria propícia para bactérias ou fungos.

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E por fim sempre que possível eu deixava um pouco do MEU LEITE no bico do seio como se fosse um hidratante.

A última dica, embora pareça clichê, entendo que seja a mais importante. TRANQUILIDADE sempre no mais alto grau possível. O estresse tem grande impacto em tudo na vida. Não seria diferente neste processo em que estamos bastante sensíveis. Lembro quando fiz a primeira parte da mudança para a Irlanda. Temporariamente fiquei na casa da minha mãe. O primeiro dia foi de encaixotar roupas, eletros, deixar nossa casa, nossa rotina, fazer novas adaptações temporárias e, no meio disso tudo, estava Sofia.

Ao final deste primeiro dia de mudanças eu estava super cansada, estressada e preocupada. O resultado foi uma noite quase sem produzir leite. Fiquei ainda mais ansiosa quando percebi isso. Então lembrei de mais algumas orientações dadas por amigos e médicos a respeito do estresse e o quanto impacta no processo de amamentação.

Meu marido sempre parceiro, foi bastante importante neste dia. Precisei buscar coisas que me deixam relaxada, ficar mais tempo sozinha com minha filha no quarto, sem visitas e lembrar de que todo o resto do mundo não é tão importante quanto a pequena Sofia no meu colo. No dia seguinte resolvi que não poderia dar conta de tudo, que precisa de ajuda para algumas coisas e precisava deixar de fazer outras para direcionar esta energia para a Sofia. Minha mãe, também sempre muito parceira, foi importante para que eu me sentisse bem. Durante o dia Sofia já estava mamando muito bem novamente.

Em alguns outros períodos também reparei a diminuição da quantidade de leite, então a pediatra me recomendou um chá para mamãe. Como eu adoro chás então achei ótima a ideia. Depois que comecei a tomar achei que estava fazendo efeito e resolvi ler do que era feito. Quando comecei a ler parecia se tratar de um mix de ervas calmantes. Então imediatamente deixei de ler. Meu pensamento foi: se é placebo ao menos está funcionando. Acho que a ideia novamente é buscar tranquilidade e menos estresse.

O processo de amamentação não é exatamente simples, mas podemos simplificá-lo dentro das nossas possibilidades. Quando há outras questões interferindo fora do nosso controle precisamos de ajuda e não de crítica. A crítica só vai aumentar o estresse que por vez impacta negativamente.

Espero que possa ter contribuído de uma forma simples com as mães e com quem as apoiam na amamentação. Em nenhum momento minha ideia foi trazer algo muito técnico específico do conhecimento da pediatria. Isso deixo para os pediatras.

Essas apenas algumas das minhas histórias com a Sofia.

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