Primeiro retorno ao Brasil

Depois de 1 ano longe do Brasil retornamos em férias para rever amigos, parentes e “acho que nossa casa”.

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Confesso que estava bastante ansiosa para essa viajem. A primeira preocupação era como a Sofia iria se sentir durante as longas horas até lá. No total foram 24 horas de ida e um pouco mais que isso na volta. Foi muito cansativo, mas Sofia tirou de letra. Dormiu todo o tempo que pode, brincou nos espaços para crianças dentro dos aeroportos e dentro do avião assistia filmes na sua poltrona ou brincava com seus brinquedos no nosso colo. Hoje percebo que temos uma grande parceira de viagens.

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A segunda preocupação era se a Sofia iria reconhecer as pessoas que conheceu tão pequena e não via a mais de 1 ano. Na chegada em Porto Alegre estavam nos esperando algumas pessoas da família: vovó Ivone, vovó Lúcia, vovô Luiz Carlos, tia Lê, tia Deka e primo Francisco. Sofia saiu de mãos dadas com a gente, mas de longe ela avistou o primo Francisco e saiu correndo ao seu encontro. Foi lindo demais ver que esses laços permanecem mesmo com a distância. Eles sempre tiveram uma ligação muito forte.

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Com algumas pessoas Sofia levou um pouco mais de tempo para ficar à vontade, mas conseguiu curtir com todos que a aguardavam. Claro que o contato com as crianças aconteceu de forma mais rápida porque esta identificação é mais fácil entre eles.
Ficamos hospedados na casa da minha mãe. Quando chegamos lá Sofia foi surpreendida com um cantinho do brinquedo semelhante ao que fizemos em casa. Tapete colorido, muitos brinquedos e lindos balões. Sofia amou e brincou muito nesse lugar. E minha mãe como sempre cheia de carinho. Sabemos que a tia Deka, a tia Lê e o primo Francisco também ajudaram para que este lugar ficasse muito especial.

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Quando planejamos a viajem 3 semanas parecia um tempo super longo, mas quando estávamos lá o tempo voou e não conseguimos fazer tudo o que queríamos e, principalmente ver todos que sentíamos e continuamos sentindo saudades.
Entendo muito o que a família senti com a Sofia longe. Sei que sentem a nossa falta também, mas com uma criança é ainda mais complicada a saudade. Uma criança muda muito em pouco tempo. Viver distante da família nesse momento não é uma escolha fácil.
Uma terceira preocupação, ou melhor, questionamento era o fato de que o Cássio e eu queríamos ver como íamos nos sentir no Brasil depois deste tempo fora. Já seria hora de voltar ou ainda temos uma história pra viver em outros lugares?
Difícil responder essa pergunta. Saudade do Brasil muito pouca, mas das pessoas muito grande. Se fosse possível levar todos na mala talvez não voltaríamos mais. De qualquer forma essa será uma decisão pra outro momento. O projeto Irlanda ainda segue.
Como acontece durante as viagens Sofia aprendeu muuuitas coisas novas. Desta vez aprendeu a subir degraus sozinha, tomar água/suco no copo, aumentou seu repertório de palavras em português e descobriu que tem pessoas muito especiais em seu país que a amam muito.

Alguns momentos foram os mais difíceis durante a viajem. Como ver a Sofia feliz brincando com os primos. Além do Francisco que ela adora, Sofia tem outros 2 primos que estão com 3 anos o Davi e o Gabriel, estes também são nossos afilhados. A identificação entre eles é tão especial que quando se viram a minha impressão foi que eles não perceberam o tempo que passaram longe. Simplesmente se viram já sorrindo e foram direto brincar. Cada encontro era uma linda bagunça. Estes momentos nos fazem pensar o quanto Sofia adoraria crescer com eles.

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Foi importante também ter visto meu vô, no auge dos seus 93 anos, e ter tido bons momentos com ele e com a Sofia juntos. Ele tem um carinho muito especial por ela. Lembro que, um pouco antes da mudança para a Irlanda, ele dizia que eu não iria ter trabalho com ela porque ela era muito boazinha. Quanto ao trabalho não é bem assim, mas não posso me queixar porque realmente ela é um doce.

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Conheci a minha mais nova afilhada, a Luisi. Ela nasceu logo em seguida da nossa mudança. Mas a minha sensação era que já a conhecia desde o nascimento. De alguma forma conseguimos nos fazer presentes na vida dela e ela na nossa. Em 3 semanas a conhecemos, batizamos e fomos no seu aniversário de 1 ano. Ainda bem que foi possível estar presente nestes momentos tão importantes. Curtirmos muito também os pais da Luisi, Fernanda e Viltér dindos da Sofia. Pessoas muito especiais que espero que venham morar por aqui com a gente também. Isso faria com que a Irlanda se torna ainda mais familiar.

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Também curtimos muito os outros dindos da Sofia, Titi e Nilson. Estes são nossos manos do coração. Eles, seus três filhos Allan, Allice e Alline e as duas sobrinhas Júlia e Natali que temos um carinho de tia/dinda/mãe algo assim. Ver eles maiores que eu, embora previsível, é estranho. Meus bebês cresceram, mas continuam as crianças mais doces do mundo.

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E minha afilhada, a pequena Allana, está tão grande, não demora passa de mim também. Vi tão rápido que continuo com muita saudade. Mas fiquei feliz de ver ela tão bem, esperta, querida e linda. Ela sabe como deixar nossos dias aqui na Irlanda mais alegres com suas mensagens de voz carinhosas.
A lista de visitas e momentos especiais vividos no Brasil foi intensa. Faltou tempo para ver tantas pessoas especiais que não foi possível encontrar, revisitar lugares que curtimos e resolver coisas que queríamos no Brasil. Ao final da viajem queríamos mais tempo. Acho que isso é uma das coisas que sempre se quer: tempo, tempo e mais tempo.
Poderia dizer que tempo é um valor. Se deixar de aproveitar o que se tem o perdemos para sempre. Mas se valorizamos e curtimos de verdade o tempo que se tem junto ele é guardado em forma de lembrança e carinho pra sempre. E isso tem uma importância muito grande, porque muda o jeito de viver cada momento.
Tudo o que vivemos durante esta viajem nos traz mais dúvidas do que respostas se viver com a Sofia tão longe “de casa” é a melhor opção. Essa dúvida veio na mala e não sei se terá resposta em algum momento.
Minha intuição diz que preciso valorizar o tempo que tenho com as pessoas que amo, continuar nos fazendo presentes na vida deles e eles na nossa e passar para Sofia o quanto família e, nisso incluo amigos, são especiais e importantes. Viver com as constantes tempo e espaço é relativo. Porque tempo a gente aprende a administrar e espaço a gente se torna criativo para encurtar.

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